sexta-feira, 8 de julho de 2011

Desabafo do Amanhecer...

Vá embora madrugada de meus sonhos e minhas tristezas...
Traga de volta o Dia de ilusões se não podes trazer a minha verdadeira amada...

porque fazes isso? porque me trazes em teus braços aquela q não posso tocar e a tira de mim, antes q eu possa dizer q a amo?
Então... deixe o dia vir... o dia de alegres mentiras... o dia que eu tanto espero passar para estar novamente junto com ela...

A esse coração Bandido... coração sincero e cruel comigo mesmo... infeliz amante dos verdadeiros amores... que tanto pede por um amor tranquilo, mas tanto luta pelo impossível... que sofre com a distância, mas não quer nada além do sorriso da mulher amada...

Sorriso... ponte do infinito, porta do desejo, aquilo que vejo para além do que quero...
Sorriso... que me embebeda pela simplicidade e me transforma em mais um dependente de tua felicidade...

Porque guardas, sozinha, tão belas formas? Porque teus olhos sinceros parecem me domar como o canto das Ninfas que não deixam qualquer homem escapar?...
Olhos de mistério... Olhos de alegria... Olhos de menina.... Olhos de mulher...Sempre tão distraídos, mas tão atentos... tão simples e tão desafiadores...

Vai noite... deixa-me sozinho com meus desejos... Me abandona como o prazer do último gole da minha bebida favorita... Vá... e não precisa olhar para trás... na verdade... esqueça q eu existo, pois o que quero, já não precisa mais de você...precisa apenas dela... Você, Noite, Amada amante, é apenas um passado... um pano de fundo para tudo o que sinto quando cada palavra dela alcança meus ouvidos após fugir do dançar de seus lábios... Agora, noite, você que antes era soberana, apenas é um passa-tempo para o verdadeiro sentimento que vem e vai com o respirar desta menina.... desta flor... de toque tão macio... de beleza tão singela... de força tão suave e abrangente....

Não sei mais quantas noites perderei... não sei mais quantos dias vou ignorar ... tão pouco sei quantas músicas irei decorar para te dizer o que duas proibidas palavras poderiam...

Chegaste assim... não disseste nem como, nem pra que...apenas chegaste... com um sorriso bobo e um espírito forte... agora...com a o sol batendo em minha janela espero que tenhas vindo para nunca mais ir... Pela certeza de um carinho que, sinto, jamais acabará...


Daniel Gaspar

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Rumo a Gibraltar. - A Terceira Gota da Rosa.

Aqui estou eu novamente... com meu qrido 38 em punho, o coração batendo forte e a parede nas minhas costas, gelada como nunca... minha respiração ofegante pode pode me denunciar, tanto pelo barulho, quanto pela fumaça que sai de minha boca...
Tiro... ele errou... novamente ao lado de meu ombro.... corro semi agachado com a arma pronta pra atirar, a aba de meu chapéu balança com a velocidade... onde estará esse filho da puta? este jogo está errado, eu que caço!  Eu sou o caçador! quem esse maldito pensa q é? ....
Já se vai meia hora e ainda sigo no jardim  me esgueirando entre moitas e bancos de tiros que não entendo muito bem de onde vem... Confesso que a neblina não me deixa ver muito além de cinco metros... mas também ajuda a me proteger.. ajuda? Talvez ter saído com a capa vermelha hoje não tenha sido uma boa ideia, mas agora tenho q arcar com as consequências....o que está acontecendo ?
Não.....isso não pode e não vai acabar aqui...sou o caçador! sempre fui! desde minha infância nas planícies até cada respirada minha.... eu sou o caçador...não a presa... preciso virar esse jogo....
Esperei o tiro seguinte... como um bom morcego puxei de onde vinha o tiro... nada muito longe... a oeste... talvez de uma casa... ou uma igreja.......
Outro tiro.... sim! Igreja! o tilintar ao fundo não me deixa dúvidas... Igreja! Curioso, atirarem em mim de dentro de meu local favorito...casa de meu pai...

Sigo cegamente para o local q sinto vir os tiros.... A frequência cardíaca aumenta a medida que o som dos disparos ficam mais frequentes... mas por algum motivo, sei me movimentar pelas sombras e vejo.... a pouco mais de 30 metros uma casa e atrás dela o que me parece ser um campanário....
Não falta muito... me encosto na casa..puxo o segundo 38... ouço passos.. sinto o medo no ar... não sou eu... minha preza se aproxima....Meu Ritual infelizmente será quebrado... mas é preciso...
Fechos meus olhos.... espero os passos a minha esquerda se estabilizarem...
Respiro e em um jogo de corpo combinado com o levantar de meus olhos alcanço meu alvo....... Homem, por volta de 30 anos, baixo, carregando um fuzil, não muito comum por esses lados da Andaluzia... Possivelmente de fabricação alemã... ele usava barba e agora duas balas prateadas decoravam seu mórbido semblante... Uma cravejada como um terceiro olho, uma verdadeira obra prima... a segunda como um pingente perfurava seu pescoço... o seu fuzil calou...!
Abaixei minha cabeça... e quando fui começar minha oração pela alma maldita... Vieram mais três tiros...
Grande Filho da Puta! Acertará meu ombro esquerdo... Havia esquecido do Campanário... triste erro... pulei para dentro da casa...estancando o sangramento...
Não poderia fugir...mas se eu não chegasse logo até ele não iria conseguir resistir por muito tempo...
arranjei uma distração para meu pretensor a algoz... atirei por uma janela repetidas vezes... o convencendo q eu o via e q o acertaria em breve por ali... Quando ele mordeu a isca, eu corri pela cozinha daquela minúscula casa e saí pela porta dos fundos... diretamente no portão da sacristia, aberto....
Me cobri com o silêncio da noite... e fui seguindo... em silêncio e com paços firmes.... uma escada me separava do alvo... subi calmamente.... e o encontrei... lá..de joelhos... com sua sniper...percebera q fora enganado... sua cabeça raspada me denunciava q ele não me conhecia...apenas estava tentando me matar...
Respirei e gritei... "88!" Ele se virou em continência... e sua garganta sangrou.... Só teve tempo de sentir a fria lâmina da faca q peguei na cozinha daquela casa...
Ele vestia trajes semi-militares... e em seu peito havia um simbolo com uma grande árvore ao centro e uma combinação de elementos que não soube identificar....

Quando o vi dar o último suspiro percebi que enfim poderia relaxar... e seguir para Gibraltar.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ela, Paragrafado.


Na noite, quando o frio beija minha solidão sinto o tocar de teus dedos no meu rosto gelado, como os acordes de uma nova bela harmonia que irrompe o silêncio de minha pele.  Despertando a curiosidade de um lado meu que a muito eu desconhecia... o lado escurecido pela falta do teu olhar... curiosamente o lado que me faz amar.  Assim os dias passam, as noites correm e eu sigo, sem saber por onde, mas a tua espera.

                                                                  Daniel Gaspar

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Muito Além de Realengo


Fala do presidente da UBES, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas sobre Violência Estrutural e educação.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

CONSIDERAÇÕES SOBRE O MASSACRE DE REALENGO/RJ: Por Robson Mello

 
O tempo atual é propício, mesmo, para a produção das muitas teses e hipóteses sobre o que pode ter motivado um jovem a realizar um massacre numa escola pública da zona leste carioca, no bairro de Realengo. As mortes somam o número de onze adolescentes, meninas em sua maioria, na faixa etária que variava de doze a quinze anos. Naturalmente que muitos não conseguem entender completamente as motivações mais intrínsecas acerca desse hediondo crime. Também não faltam especulações! Poder-se-ia adentrar numa vasta seara sobre transtornos mentais de ordens psicológica e psiquiátrica envolvendo inúmeras questões diagnósticas e sua infinita sintomatologia, mas, ora, não é isso o que se pretende com tal artigo. E também não nos restam dúvidas: por mais que qualquer profissional se esforce a dar precisa orientação científica sobre o que pode ter contribuído para que uma mente humana se pusesse pronta a executar tal ato bárbaro e covarde, nada, ao final, parecerá ser capaz, mesmo, de justificá-lo em última instância e, sobretudo, gerar alívio n’alma dos muitos pais que perderam seus filhos de forma tão trágica.

Poderíamos, sim, tecer comentários sobre a estrutura psíquica do assassino em questão. Também poderíamos falar bastante sobre as marcas da sua história de vida e do seu peculiar modo de funcionar na sociedade. No contexto de toda a discussão, não poderíamos esquecer de sua especial predileção para com as meninas quando do seu ato de matar de forma selvagem. A aparência escolhida quando no momento do crime, bem como a análise cuidadosa do conteúdo da carta deixada minutos antes do seu suicídio também não poderiam ficar de fora quando o que se pretende é levar a discussão sobre as justificativas para tal ato, e aquilo que é inerente à constituição mental dos sujeitos, à exaustão. O conhecimento e estudo pormenorizado sobre o tema das armas também poderia se colocar como outro ponto valioso para o nosso debate. Acima de tudo: o motivo central se põe radicalmente fora do alcance da consciência de quase todos os que vem acompanhando tal assunto nos noticiários dos principais veículos de comunicação do Brasil e do mundo.
E é exatamente sobre esse último ponto que, ora, pretendo me deter nesse texto. Na verdade, não teríamos mesmo espaço hábil para esmiuçar todos os fatores que podem estar envolvidos com o triste ocorrido. A despeito de tudo, não há como se ter dúvidas: o ato criminoso seja ele qual for, por si, e de maneira quase redundante, tem estreita relação com o que se passa no interior do psiquismo, no mais íntimo da mente humana – com tudo aquilo que se traz de uma longa e pregressa vida tendo por base suas múltiplas experiências. O trágico caso envolveu um jovem com severos transtornos mentais de ordem notadamente psiquiátrica e também psicológica. E que muito pouco (mesmo quase nada!) se fez, ou se vinha fazendo para que ele tivesse um tratamento à altura da gravidade do seu quadro. O assassino de Realengo recebia nenhum tipo de tratamento para seus problemas. Problemas que já o colocavam no lugar de alguém muito estranho – com hábitos também não menos do que isso! – aos olhos de outros sujeitos que estavam ao seu redor. Restava-lhe tão somente a clausura de um quarto para a sua existência! Talvez pudéssemos dizer que, caso ele estivesse se submetendo aos tratamentos psiquiátrico e psicológico de forma sistemática (de verdade!), tal fato bárbaro não tivesse se tornado trágica realidade. Ao final, mais uma hipótese. Bem sei!
Paralelamente à tristeza decorrente das perdas irreparáveis, haveremos de negritar o fato do descaso para com as coisas do emocional, do psicológico, coisas as subjetividade humana em sua forma mais ampla e diversa. Descaso para com alguém que dá sinais evidentes de estar passando por situação de grave sofrimento psíquico. Convém lembrar que quase sempre o capital vem, na atualidade, prevalecendo em detrimento daquelas coisas que são mais íntimas no humano, e que determinam o seu particular modo de existir e sentir nas sociedades. Quase sempre os elementos que se ligam ao campo do ser (e não do ter!) são utilizados como motivadores de deboches variados. Pouco valor costumam receber! O exterior tomou posição de frente em detrimento do interior. De modo geral, as sociedades atuais vem desconsiderando o intangível e o essencial. Aquilo que é da ordem do concreto e inessencial vem assolando quase todos os sujeitos da contemporaneidade. Vivemos, na atualidade, o fatal descaso para com tudo aquilo que é da ordem das emoções mais humanas e verdadeiras. Sim. Sim. Sei bem que isso, ao final, soa como algo que se instala no campo daquilo que é piegas, mas é exatamente isso. Isso mesmo. E precisa ser dito desse modo! Um estranho, recluso em seu quarto e com comportamentos repetitivos passou despercebido aos olhos de muitos. Se não de todos! Como isso se explica? E no que tudo isso deu?!!
É fato: o cruel crime tido no bairro carioca nos coloca a pensar sobre aquilo que vimos fazendo conosco, com as nossas emoções e subjetividade, e também com as dos outros que, muitas vezes, estão muito próximos a nós. Ensina-nos sobre como vimos olhando para nós mesmos, e também para o outro semelhante. Sobre o lugar devido da saúde mental num mundo imagético, hedonista, da resolutividade, possessivo e consumista, do rápido atingir das metas, da pronta e expressa entrega e do eficiente autoatendimento. Para onde todas essas ideologias autossuficientes e autocentradas estão nos levando dia a dia? O hediondo caso dos adolescentes assassinados, sem chances alguma de defesa, nos ensina sobre o grau da loucura que as sociedades vem produzindo, ativando e detonando nos sujeitos de forma geral – isso já desde tenra infância! Até quando seguiremos desse modo?

Robson Mello

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Segunda Gota da Rosa - Justiça no Tejo

 Eu sabia que ele viria... já passavam cinco horas desde que comecei minha vigília... e nada daquele sanguinário.

Por que as ruas de Lisboa tem de ser tão sujas? Parece q estou de guarda ao lado do tietê... maldito Tejo poluído.... não podia perder o foco, ele logo viria, e eu precisaria apenas de uma bala se usasse bem a popular Sniper...

Fausto Calos Fortuna... ou melhor, Major Fortuna, alto, branco, um grande nariz(do tamanho do seu maldito ego), bem um típico madrilenho, reservista do exército espanhol, Treinado pela Cia em 1963 e especialista em tortura... vendeu seus “conhecimentos” a ditadores latinos, monarcas árabes e todos os déspotas ao redor do mundo. Em suas demonstrações tinha o prazer de demonstrar pessoalmente em um cobaia o quão eficiente eram suas técnicas aprendidas com os americanos...Depois da morte de Franco e da democratização espanhola, ele, como bom covarde de dez estrelas, fugiu para Portugal, levando uma vida pacata as margens do tejo, mas viajando o mundo por mais sangue....

Sexta hora se foi... já passam das 23h ele ainda não veio ver suas putas em seu bordel favorito... Senti algo quente correndo próximo a minhas pernas paralisadas. Maldito RATO!, perdia ali o major em sua entrada triunfal a outra noite de prazeres... Esse pequeno momento de desatenção me custaria várias horas a mais de espera em meu esconderijo em um dos milhares de prédios abandonados nas estreitas e coloniais ruas lisboetas.

Restava respirar fundo, tomar um profundo gole do melhor café boliviano e voltar a mira atenta... Mas agora, não poderia dar a ele a morte rápida que Gabriel me pedira... para que dar uma morte rápida a quem fez e faz tantos sofrerem? Não... isso não seria justo, ele precisa sentir o sangue na garganta, ele tem que sentir o ar faltar e se desesperar ao ver a morte viva lhe abraçar sem que ele possa escapar.... Mas também não podia esperar até o amanhecer novamente....

Corri escadas a baixo até uma construção no cruzamento das ruas... subi improvisando os tubos de ferro como escadas, até q eu tivesse visão perfeita da cama que o infeliz normalmente se distraia... Confesso que a arma nas costas dificultava um pouco a locomoção, mas nada que realmente aplacasse o minha ansiedade pelo tiro justiceiro...

Me posicionei no 8° andar...arma em punho, mira ajustada... esperei mais uns 20 minutos, e pela porta entrava o Major Fortuna... Nem poderia supor ele que estava em minha mira...

Calmamente ele tirou o paletó, rindo e falando com a puta como se conhecesse ela ou qualquer pessoa que já tivera passado em sua vida de alguma forma... tirou a gravata, foi abrindo botão a botão da camisa com suas unhas sujas de sangue milenar e dedos porcos...

No quinto botão, meu dedo beijou o metal do gatilho e como num passe de mágica, o amaldiçoado major estava sentindo seu fôlego sair pelo pulmão, sua camisa azul encharcando-se de sangue, e finalmente sangue dele! Como foi delicioso ver ele se contorcer a cada gota perdida, a cada sentimento de asfixia... Tenho certeza que3 naquele momento ele pensou em todos os seus assassinatos e espero que tenha percebido q foi vítima, não da rosa branca, mas sim de si mesmo...!

A Bala cravejada com o desenho da rosa perfurou seu pulmão e o fez contorcer na cama antes do seu próximo gole de uísque 12 anos.

Simples, mais um canalha devolvido ao diabo, pois essa é a Vontade de Deus.

Daniel Gaspar

quinta-feira, 31 de março de 2011

Continuamos cada dia mais Vermelhos! PCdoB!



Os Poderosos podem cortar uma, duas ou três rosas, mas jamais deterão a chegada da primavera! - Che
Aqui estamos, fomos caçados, ilegalizados, torturados, exilados, mortos mas nada bateu nossa alma revolucionária.  Hoje Eles amargam nossa vitória, o fortalecimento da nação é o caminho, Socialismo é o RUMO, VIVA aos 89 ANOS DO Partido Comunista do Brasil, nosso amado PCdoB!