quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Justica, mesmo que tardia - Quarta Gota da Rosa
Finalmente eu tinha você em minha mira... quem diria. Tanto tempo depois e tao distante de onde tudo ocorrera, voce finalmente estava em minha mira.... Sei que não me conheces bem, mas sei tudo a seu respeito...seu desrespeito.....
Seus cabelos ao centro da minha cruz pareciam dançar esperando eu acabar com sua maldita existência... Estavas do mesmo jeito que da ultima vez q infelizmente te vi... sentado num sofá de costas para a janela, traficando drogas de quinta qualidade e abusando de jovens desnorteados.... Se favorecendo do sistema que lhe criou, um boizinho rico que apenas se aventurava pelo mundo destruindo vidas e talentos por seus lucros.
Mas nao poderia t dar o prazer de morrer sem nem saber q havia morrido.... Nessa tenda eu havia de entrar, mesmo sabendo q um covarde como você nunca estaria sozinho esperando a morte bater a sua porta, e assim fui/. Cortando a garganta do primeiro sem nenhuma cerimonia, sem barulho, sem piedade... E antes que você me visse eu estava a sua frente e minha 9mm ja teria grudado o sangue de seus amigos na parede da velha cabana marroquina.
Você esboçou reacao eu pude por minhas mãos em seu pescoço de leite ninho, te grudei na parede e falei tudo o que havia para ser dito, tudo que eu queria dizer antes mesmo de te conhecer... Seus olhos arregalaram ao me reconhecer, ao me ouvir... Arremessei teu corpo ainda em choque sobre o sangue de seu melhor amigo - como se caras como você tivessem amigos...-. Cada soco em teu rosto era um pouco de alivio para tantos anos de tortura sabendo que você ainda respirava.... no primeiro vc tentou se defender, no segundo quebrei seu nariz, no terceiro comecei a arrancar seus dentes e so parei quando não conseguias mais sorrir, desse seu jeito sórdido. Cuidei para que não perdesses a consiensia, não te privaria de se ver morrendo em minhas mãos....
lembro-me do som de quando abri minha faca italiana, e da senssacao dela rompendo sua carne, desde a base da sua região pubiana até bater em seu externo.... Teus olhos de desespero me davam prazer a cada vez que eu puxava a faca mais pra cima e ia separando lentamente teu tórax, até finalmente chegar em sua garganta, e tuas tripas decorarem o chão que antes pisara tao imponente. Quando você já não respirava eu me fui, te deixando como comida para os teus irmãos.... Vermes.
Outra gota se foi.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Desabafo das emoções que não vivi em azul.
Boa Noite meus amigos. Me reservo hoje ao direito de de expor a vocês o que passa em minha mente após mais uma noite de tentativa de reencontro de mim para comigo mesmo. Sei que este, como tantos textos cheios de emoção deste blog, mal serão lidos e mais em breve será esquecido. Mas este não deve trazer nada de novo nem abrir qualquer discussão, é apenas um desabafo, então pouco importa se muitos ou ninguém lerá, apenas preciso falar.
Hoje a noite foi novamente especial. Vi meu Leão Azul vencer, porem mais do que vencer, vi ele encher nossa casa com milhares de fanáticos azulinos. A festa das arquibancadas de um povo sofrido por sua história para um clube destruído por seus dirigentes e sua ganância. Uma Festa como para receber os grandes clubes da elite do futebol. Isso reflete que mais do que um clube é o sentimento de superação de um povo que nasceu para lutar.
A Noite guardava surpresas, calhou do homem que sentara ao nosso lado na arquibancada lotada fosse Mestre Curica, um dos grandes nomes da Guitarrada, estilo típico de música paraense que mistura a guitarra com os ritmos caribenhos. Aquele idoso senhor e super caloroso contou inúmeros causos de jogos do Clube do Remo por cada canto do Pará, desde a várzea até os grandes estádios. Ouvindo o gênio das cordas, e vendo o jogo passar me peguei pensando: Quantas histórias passaram dentro daqueles muros, quantos sorrisos eu podia ter acompanhado ali naquele lugar a direita da arquibancada? ou quantas lágrimas já teria derramado? Quantas vezes eu teria saído rouco dali ou quantas pessoas desconhecidas eu já teria abraçado ao ver o milagroso gol aos 40 minutos do segundo tempo? Sei que disso só tive a lembrança do que não vi.
Ali, junto ao estádio, fica a arena de formação de atletas... qual o gosto de vestir o manto azul para uma partida, que seja amistosa do sub-14. Não sei, nunca chutei uma bola a gol naquelas velhas traves. Não entendia os cantos da torcida, não conhecia aquela história que faz parte de mim, mas eu não faço parte dela.
Enfim, o grito de gol saiu fluente, a vitória veio e eu novamente sentia que ali estava parte de um eu qual eu não conheci, porem que me fazia bem mesmo eu sabendo q podia ser melhor.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Eu sem Mim.
Se os ventos do norte não movem moinhos, o que me trás aqui novamente?
As alvoradas do verde?
as amizades que nunca tive?
O que me trás de volta a minha terra?
Assim é se sentir longe de si mesmo...
Sou um estrangeiro na terra q me viu nascer.
Sou daqui mas não sou de lugar nenhum
Afinal quem sou eu?
O que corre em minhas veias além de meu Sangue Latino?
Que sangue é esse que não me leva a lugar nenhum?
Estamos no mesmo ritmo, porem em compassos diferentes.
o que falta entre nós?
Quem sabe um pouco de afinação...
um pouco de mais um do outro...
Porque não conheço você que eu conheço tão bem?
Porque você não me aceita como o filho que a casa retorna?
Perder o rastro, perder o caminho, perder...
Mas ser tirado.
A dor não é pelo amanhecer que não verei
é por não ter visto o suficiente em minha breve vida.
Sou mais do que 20 anos de sonho e de pura América do Sul.
Sou a vida sem tudo o que mais amei
Sou a vida sem teus encantos
A Vida sem teus cantos de amazônia.
Eu te amo, por que não posso te ter?
Por que a noite dói tanto se estou aqui tentando ver teu rio?
Sou Mais do que 20 anos de América do Sul.
Sou o que não se pode recuperar, sou a noite perdida
o riso não rido, a dança não dançada, o canto sem canto,
A Bola não jogada, o amor não amado, a vida sem Pará.
As alvoradas do verde?
as amizades que nunca tive?
O que me trás de volta a minha terra?
Assim é se sentir longe de si mesmo...
Sou um estrangeiro na terra q me viu nascer.
Sou daqui mas não sou de lugar nenhum
Afinal quem sou eu?
O que corre em minhas veias além de meu Sangue Latino?
Que sangue é esse que não me leva a lugar nenhum?
Estamos no mesmo ritmo, porem em compassos diferentes.
o que falta entre nós?
Quem sabe um pouco de afinação...
um pouco de mais um do outro...
Porque não conheço você que eu conheço tão bem?
Porque você não me aceita como o filho que a casa retorna?
Perder o rastro, perder o caminho, perder...
Mas ser tirado.
A dor não é pelo amanhecer que não verei
é por não ter visto o suficiente em minha breve vida.
Sou mais do que 20 anos de sonho e de pura América do Sul.
Sou a vida sem tudo o que mais amei
Sou a vida sem teus encantos
A Vida sem teus cantos de amazônia.
Eu te amo, por que não posso te ter?
Por que a noite dói tanto se estou aqui tentando ver teu rio?
Sou Mais do que 20 anos de América do Sul.
Sou o que não se pode recuperar, sou a noite perdida
o riso não rido, a dança não dançada, o canto sem canto,
A Bola não jogada, o amor não amado, a vida sem Pará.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Amor de terreiro.
Que é você que dança, que roda e que canta nessa gira? Não lembro de te ver por aqui... doce mistério. Enfim esse terreiro anda tão movimentado que mal reconheço os velhos rostos.
Mas para meu desespero a cada sexta a noite você está lá, com seu sorriso de Ere próximo a nosso congá. Como de costume, ao final de toda gira, encontrar os amigos no bar e advinha quem está lá?
Assim fica difícil quando você me olha e me enquadra em um doce requebrado
Vamos ao samba sambá. Vamos ao samba cantar.
Vamos ao samba colorir a noite com as cores dos orixás.
Por que você segue com esse olhar fixo, quase me fazendo parar de batucar. Me deixando com esse nó na garganta, afinal quem é você que não me deixa nem mais sonhar?
Nova semana, tanto tempo dessa aflição e porque ninguém sabe nem te identificar?
Morena-doce dos cabelos cacheados e do cheiro de chocolate. Preciso ao menos saber quem é você, por que você só aparece quando o atabaque bate forte?
Sou filho de Oxossi, por que afinal eu deveria me importar? Enfim, essa noite isso vai acabar... Não tirei o olho de ti, não deixei você fugir e quando saiu, fui atrás de teus passos. Levado pelo som de teu cheiro até atrás da nossa grande tenda, de boca a floresta, afinal cadê você? Olho para todos os lados e não a vejo, vou Mata a dentro e aqui sinto o vento forte, sinto a água que sobe e sua sobra no luar finalmente, não tão distante quanto eu poderia imaginar. Firmo o passo, chamo sua atenção, digo que é perigoso onde estás, mas nenhum músculo de seu corpo se move, até que ao chegar mais perto, sinto o frio imenso vindo de sua pele e então nossos olhos se veem finalmente... São mais lindos que eu podia imaginar.
Em plena mata começamos a dançar ao som das folhas que são sopradas pelos ventos, o batuque do terreiro parece estar mais perto, e de passo em passo, vamos girando juntos até a beira do rio. Sinto coo se fossemos apenas um corpo, a dança é natural, sensação que eu, Ogam, nunca havia sentido... Agora que estou entregue e seus braços e você nos meus, lhe giro e tres passos e sem deixar o pé encostar no rio de mamãe Oxum lhe chamo ao primeiro beijo. Porem antes de nossas peles se tocarem o atabaque para, os ventos cessam, as folhas caem e a luz te tira de meus braços, caio nas águas, respiro e te sinto longe, e apenas ouço sua voz e um cântico lindo por sobre as águas, por baixo dos ventos.
Não sei o que houve, se fora verdade, se fora um chamado dos orixás, ou a pomba se divertindo com meu coração. Sei que a cerveja não tem mais o gosto da liberdade e os risos não parecem mais sinceros... Meus amigos falam que me encontraram sobre uma pedra atrás do congá, mas não era lá que eu estava... Cheirava a boi e surgi depois de dois dias sumido. Desde então nunca mais vi a Morena que só eu via. Mas continuarei a sua busca, pois sei que estas por ai, em uma roda de samba ou em uma gira distante. Ou talvez fique aqui, esperando sua volta... Talvez.
Mas para meu desespero a cada sexta a noite você está lá, com seu sorriso de Ere próximo a nosso congá. Como de costume, ao final de toda gira, encontrar os amigos no bar e advinha quem está lá?
Assim fica difícil quando você me olha e me enquadra em um doce requebrado
Vamos ao samba sambá. Vamos ao samba cantar.
Vamos ao samba colorir a noite com as cores dos orixás.
Por que você segue com esse olhar fixo, quase me fazendo parar de batucar. Me deixando com esse nó na garganta, afinal quem é você que não me deixa nem mais sonhar?
Nova semana, tanto tempo dessa aflição e porque ninguém sabe nem te identificar?
Morena-doce dos cabelos cacheados e do cheiro de chocolate. Preciso ao menos saber quem é você, por que você só aparece quando o atabaque bate forte?
Sou filho de Oxossi, por que afinal eu deveria me importar? Enfim, essa noite isso vai acabar... Não tirei o olho de ti, não deixei você fugir e quando saiu, fui atrás de teus passos. Levado pelo som de teu cheiro até atrás da nossa grande tenda, de boca a floresta, afinal cadê você? Olho para todos os lados e não a vejo, vou Mata a dentro e aqui sinto o vento forte, sinto a água que sobe e sua sobra no luar finalmente, não tão distante quanto eu poderia imaginar. Firmo o passo, chamo sua atenção, digo que é perigoso onde estás, mas nenhum músculo de seu corpo se move, até que ao chegar mais perto, sinto o frio imenso vindo de sua pele e então nossos olhos se veem finalmente... São mais lindos que eu podia imaginar.
Em plena mata começamos a dançar ao som das folhas que são sopradas pelos ventos, o batuque do terreiro parece estar mais perto, e de passo em passo, vamos girando juntos até a beira do rio. Sinto coo se fossemos apenas um corpo, a dança é natural, sensação que eu, Ogam, nunca havia sentido... Agora que estou entregue e seus braços e você nos meus, lhe giro e tres passos e sem deixar o pé encostar no rio de mamãe Oxum lhe chamo ao primeiro beijo. Porem antes de nossas peles se tocarem o atabaque para, os ventos cessam, as folhas caem e a luz te tira de meus braços, caio nas águas, respiro e te sinto longe, e apenas ouço sua voz e um cântico lindo por sobre as águas, por baixo dos ventos.
Não sei o que houve, se fora verdade, se fora um chamado dos orixás, ou a pomba se divertindo com meu coração. Sei que a cerveja não tem mais o gosto da liberdade e os risos não parecem mais sinceros... Meus amigos falam que me encontraram sobre uma pedra atrás do congá, mas não era lá que eu estava... Cheirava a boi e surgi depois de dois dias sumido. Desde então nunca mais vi a Morena que só eu via. Mas continuarei a sua busca, pois sei que estas por ai, em uma roda de samba ou em uma gira distante. Ou talvez fique aqui, esperando sua volta... Talvez.
Notas de um Batuque.
O corpo imerso na escuridão do quartoentre ventos e notas de seu braço
ouvindo e vendo o som mais sagrado.
"você é um Boêmio" disse ela
sem perceber que descrevia
o horizonte que havia
no olhar de minha janela...
de meu passado
ou meu em outro estado.
Boemia de seu Zé
Apenas quem ama sabe como é
Ter a noite a companheira
que te leva a praia e a onda que te carrega a beira.
Não falo dos bares
não falo das festas
falo da necessidade de navegar por esses mares.
de buscar tudo aquilo que de mim ainda resta.
Amar é uma condição
para não se viverem vão
por que a vida espera de nós
que não sigamos sós...
Não me julgues por meu batuque
Acredite que esse pandeiro fala mais do que eu
Afinal, isso não é um truque.
é apenas um pouco do mistério não desvendei
sobre quem na verdade sou eu.
domingo, 18 de novembro de 2012
Confissões da identidade que perdi.
Não sei qual é o gosto do tucumã...
Nunca passei no ver-o-peso para comer pupunha em uma manhã.
Não aprendi a dançar carimbó, nem siriá....
e a guitarrada eu só sei de longe identificar....
Lembro do sabor da água do tapajós na minha pele
mas nunca estive em um sairé....
Sinto falta de alter, mas não lembro como Salinas é...
Lembro de tantas músicas, ritmos e poesias
Rui Barata, Mestre Isoca e Nilson, me levam por um mundo que não sei mais do que rimas....
Não conheço o calor do frevo
e nunca vi os coqueirais de Olinda, não senti seu carnaval...
Do Baião de Gonzaga sei cada letra menos a fundamental...
talvez nada me ligue com o que escrevo.
Nunca subi o morro para ir na batida até o amanhã,
nem amanheci no arpoador...
não vi a mangueira rufar seu tambor
nem meu Flamengo campeão em pleno Maracanã.
Não sei o prazer da uma boa montaria por um caminho tropeiro,
Não ouvi o canto gauchesco e brasileiro,
pois esta terra eu não amei desde guri....
Agora, o arame é minha casa
mas o que tenho haver com a cidade que não me da asas?
Não seria hora de saber quem eu sou?
descobrir o calor das manhãs e das manhãs,
pois os das massas e maçãs eu conheço, mesmo sem saber onde vou...
Não sou mal, nem bom...
apenas sou o que me fez resistir
sou o que me fez sorrir
sou o que sobreviveu a cada noite de frio
eu sigo sendo sem ser o que o que sou.
apenas sustentando o meu próprio brio..
apenas me orgulhando do que fiz quando até quem eu mais acreditava duvidou.
Preciso me libertar, preciso me encontrar...
não aguento mais a angustia de viver sem identidade...
sem saber qual meu porto, meu cais...
preciso saciar essa vontade..
Afinal eu só quero paz...
Nunca passei no ver-o-peso para comer pupunha em uma manhã.
Não aprendi a dançar carimbó, nem siriá....
e a guitarrada eu só sei de longe identificar....
Lembro do sabor da água do tapajós na minha pele
mas nunca estive em um sairé....
Sinto falta de alter, mas não lembro como Salinas é...
Lembro de tantas músicas, ritmos e poesias
Rui Barata, Mestre Isoca e Nilson, me levam por um mundo que não sei mais do que rimas....
Não conheço o calor do frevo
e nunca vi os coqueirais de Olinda, não senti seu carnaval...
Do Baião de Gonzaga sei cada letra menos a fundamental...
talvez nada me ligue com o que escrevo.
Nunca subi o morro para ir na batida até o amanhã,
nem amanheci no arpoador...
não vi a mangueira rufar seu tambor
nem meu Flamengo campeão em pleno Maracanã.
Não sei o prazer da uma boa montaria por um caminho tropeiro,
Não ouvi o canto gauchesco e brasileiro,
pois esta terra eu não amei desde guri....
Agora, o arame é minha casa
mas o que tenho haver com a cidade que não me da asas?
Não seria hora de saber quem eu sou?
descobrir o calor das manhãs e das manhãs,
pois os das massas e maçãs eu conheço, mesmo sem saber onde vou...
Não sou mal, nem bom...
apenas sou o que me fez resistir
sou o que me fez sorrir
sou o que sobreviveu a cada noite de frio
eu sigo sendo sem ser o que o que sou.
apenas sustentando o meu próprio brio..
apenas me orgulhando do que fiz quando até quem eu mais acreditava duvidou.
Preciso me libertar, preciso me encontrar...
não aguento mais a angustia de viver sem identidade...
sem saber qual meu porto, meu cais...
preciso saciar essa vontade..
Afinal eu só quero paz...
sábado, 10 de novembro de 2012
Violões não tem coração.
Meia luz atrapalha os solos... Sempre falo isso para os donos desses bares mas eles parecem não ouvir.
É interessante estar aqui em cima, posso ver os dois playboys brigarem lá atrás por causa do rabo de saia de uma vagabunda e ainda sorrir quando ambos são retirados pelo Renato - um negão de uns 20 x10 metros- e pelo Paulinho - magrelo, baixote faixa-preta de jiu-jitsu-, nossos queridos seguranças...
Daqui de cima, vejo os homens que levam fora, vejo os primeiros bêbados que caem... vejo a guria que canta o barman... Enfim, Vejo o melhor da noite enquanto afino minha guitarra. Bom eu vejo tudo até o momento que começo a tocar... ai brother, foda-se quem ta lá em baixo, estou em pleno gozo com meu primeiro amor... suas curvas marrons amareladas, sua voz tomam todo o espaço. Podem beber, brigar, me xingar e inclusive não me pagar, pois eu estou aqui, com o meu amor...
Confesso que já tive vontade de participar e já participei das brigas, mas pra que? Pelo calor da emoção do conflito com dois desconhecidos? Foi numa dessas que eu a vi... Quem? Não faço a mínima ideia, só sei que ela sorria, só sei que vestia preto, que usava um pingente de pimenta, que seu cabelo era curto e seu olhar era tudo que eu queria... não aquela noite, mas nesta vida.... Lembro da sua pele clara, seus dedos escondidos na sapatilha tamanho 37, do jeito infantil no corpo de mulher e o ar de superioridade típico de quem sabe o tom da música que ouve. Lembro do timbre da voz dela... bom pelo menos eu acho que era dela, ao menos o canto dos anjos combinava com seu jogar de mãos ao céu e o ritmo do balançar de seus cabelos....
Nesta noite perdi um dente, ganhei uma briga e nunca mais a vi...talvez ela esteja por ai em outro bar, encantando outro guitarrista dizendo pra ele o que ela nunca disse pra mim... bom o que é fácil já que não trocamos nenhuma palavra... Enfim Sigo aqui, neste bar que hoje tem muito mais dela do que de mim, tocando meu primeiro amor como se fosse apenas isto a vida toda e esperando pelo seu primeiro descompromissado "Oi...".
É interessante estar aqui em cima, posso ver os dois playboys brigarem lá atrás por causa do rabo de saia de uma vagabunda e ainda sorrir quando ambos são retirados pelo Renato - um negão de uns 20 x10 metros- e pelo Paulinho - magrelo, baixote faixa-preta de jiu-jitsu-, nossos queridos seguranças...
Daqui de cima, vejo os homens que levam fora, vejo os primeiros bêbados que caem... vejo a guria que canta o barman... Enfim, Vejo o melhor da noite enquanto afino minha guitarra. Bom eu vejo tudo até o momento que começo a tocar... ai brother, foda-se quem ta lá em baixo, estou em pleno gozo com meu primeiro amor... suas curvas marrons amareladas, sua voz tomam todo o espaço. Podem beber, brigar, me xingar e inclusive não me pagar, pois eu estou aqui, com o meu amor...
Confesso que já tive vontade de participar e já participei das brigas, mas pra que? Pelo calor da emoção do conflito com dois desconhecidos? Foi numa dessas que eu a vi... Quem? Não faço a mínima ideia, só sei que ela sorria, só sei que vestia preto, que usava um pingente de pimenta, que seu cabelo era curto e seu olhar era tudo que eu queria... não aquela noite, mas nesta vida.... Lembro da sua pele clara, seus dedos escondidos na sapatilha tamanho 37, do jeito infantil no corpo de mulher e o ar de superioridade típico de quem sabe o tom da música que ouve. Lembro do timbre da voz dela... bom pelo menos eu acho que era dela, ao menos o canto dos anjos combinava com seu jogar de mãos ao céu e o ritmo do balançar de seus cabelos....
Nesta noite perdi um dente, ganhei uma briga e nunca mais a vi...talvez ela esteja por ai em outro bar, encantando outro guitarrista dizendo pra ele o que ela nunca disse pra mim... bom o que é fácil já que não trocamos nenhuma palavra... Enfim Sigo aqui, neste bar que hoje tem muito mais dela do que de mim, tocando meu primeiro amor como se fosse apenas isto a vida toda e esperando pelo seu primeiro descompromissado "Oi...".
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