No Frio Curitibano acordei em um diga de saudade...
Saudade das canções de Nilson Chaves a beira de
um braço de rio Amazônida...
Saudade de quando o sol tocava minha pele, não para me iluminar o dia, mas sim para me emorenar...
Saudade da canção do bentivi em flor, cantando juras de amor na janela do meu quarto...
Acordei com saudade de viver cada minuto daquele sorriso de quem eu amo, e não para sobreviver ao frio daqueles que me desdenham...
Acordei com saudade do Gosto do Cupuaçu em suas mais variadas maneiras...
Acordei precisando ouvir o conto do boto e sentir o curupira me espreitando na densa mata durante mais um acampamento...
Acordei precisando fechar os olhos durante uma roda de carimbó, para que o batuque me leve muito além de onde minha mente já esteve...
Acordei procurando a vibração do açaí servido carinhosamente a todo paraense...
Acordei com a saudade da roda de prosa a frente de toda casa de família, em qualquer rua do Grão-Pará
Acordei longe disso tudo, à companhia de Tupã, embalado nos braços de minha cunhã-poranga, pensando nos lábios onde deixei minha mais sincera jura de amor...
Daniel Gaspar
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Nota de Agradecimento: Surpresa, Carinho e Saudade
Ontem em plena Schlachtfest fui abordado várias vezes por muitos jovens e senhores perguntando onde eu estava, dizendo que sentiam minha falta na política local, pediram que eu voltasse pq, segundo eles, tudo ficou mais parado sem mim, "não é mais a mesma coisa". Confesso que fiquei muito surpreso com o carinho deles e as boas lembranças q eles guardam de mim, mesmo nunca tendo sentado para tomar café comigo.
Eu poderia escrever uma carta inteira de agradecimento pra descrever o que senti ontem durante a noite, mas tento resumir nessa nota e com muito carinho posso dizer: Obrigado juventude São-Bentense, vcs estão no meu coração, fazer parte de minha história e espero q tbm do meu futuro.
Nossa luta é por um mundo melhor e mais justo e a tranformação passará por nossa cidade. Conto com cada abraço, cada sorriso, cada olhar q eu encontrei nesse caminho para irmos mais longe juntos. Minha Luta é por vocês! Obrigado!
Eu poderia escrever uma carta inteira de agradecimento pra descrever o que senti ontem durante a noite, mas tento resumir nessa nota e com muito carinho posso dizer: Obrigado juventude São-Bentense, vcs estão no meu coração, fazer parte de minha história e espero q tbm do meu futuro.
Nossa luta é por um mundo melhor e mais justo e a tranformação passará por nossa cidade. Conto com cada abraço, cada sorriso, cada olhar q eu encontrei nesse caminho para irmos mais longe juntos. Minha Luta é por vocês! Obrigado!
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Apenas a Madrugada... nada além de uma mera vida.
Escrever, para quem? Ler por que? Viver por motivos? A incerteza é a dor que a tortura da vida proporciona apenas aqueles que a desafiam. Ql o pior destino, a eternidade ou a Finitude?
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Propriedade Privada – Notas mentais de um primeiro periodista.
“Propriedade Privada”, é incrível o número de vezes que ouvimos essa conjunção no primeiro mês da faculdade de Direito. Mas qual a força deste termo em nosso sistema jurídico? Por que a insistência em frisar tanto este conceito para os futuros operadores do Direito desde tão cedo? Por que “propriedade” é tão mais citada e fortalecida do que “dignidade humana”? Certamente não é pelo tamanho da sentença...
A cada semana que vem passando estamos em um processo de profunda maiêutica para compreender o papel do Estado nas relações sociais e inter-pessoais, papel este que é definido exatamente por nossa Carta Magna de 88 que não por acaso estabelece como uma das bases da sua construção a tal “Propriedade Privada”, que de tão importante, na sua apresentação no início do artigo 170 da CF, ela aparece descrita anteriormente a sua função social, ou seja pode-se anotar a partir de então que a defesa da detenção da propriedade está acima de seu teor social, isso é claro adotando uma leitura subjetiva da Carta, e do que tinham em mente constituintes em 88, bem como seus patrocinadores.
Podemos reforçar essa suspeita ao contabilizar nada menos de 158 artigos dedicados para a teorização e defesa da Propriedade Privada, em textos constitucionais e infraconstitucionais, – Na CF art 5°, XXII; 22,II; 24,VI; 30, VIII; 136,1, II; 231; 234 e infraconstitucionais arts 524 a 673 do Código Civíl/1966 e no art. 1228 do atual código; Estatuto da Terra (Lei n° 4504/64)-, além dos já descritos pelo Título VII que dispõe sobre a Ordem econômica e financeira, enquanto, novamente a função social da mesma é pincelada por meros 5 artigos, além do Título VII – 5°, XXIII; 182 caput; 184; 185, parágrafo único; 186 CF e no já citado estatuto da terra, art. 2– e Soberania Nacional é citada apenas em outros 5 artigos – 1°,I; 5, LXXI; 14; 137, II; 170, I-.
A força deste espectro se intensifica ainda mais quando abrimos o código penal e comparamos as punições vinculantes aos que ferem ou desafiam a “propriedade privada” e a “propriedade pública”. Com essa simples analise de artigos pode-se inferir que uma das bases de nossa “justiça” é que o Individual é superior ao coletivo... que o interesse e o direito de uma pessoa é maior que o interesse o direito de toda a nação. Sendo assim nossa constituição legitima um novo monstro que subjulga o Leviatã do Estado, cria algo tão poderoso que só pode ser vencido por si mesmo: O Leviatã da “Propriedade Privada”.
Tão poderoso que só pode ser vencido por si mesmo? … Nossa Carta Magna é soberana em um território que tem 83% da população vivendo com menos de mil reais/mês, onde mais de 10 milhões de pessoas ainda estão abaixo da linha da pobreza e ainda tem 20% da população concentrando cerca de 75% de toda a riqueza nacional, tudo isso segundo o IBGE. Então como poderemos garantir “propriedade privada” a um país com essa configuração social e ainda com o Estado a serviço do Leviatã Privado por sua constituição desde o seu nascimento? Talvez seja algo que os positivistas nunca tenham pensado e por consequência escrito. Mas garantir propriedade privada a todos é fortalecer a Propriedade Pública, garantindo o acesso de todos aos mais variados bens de consumo com a mesma intensidade e suprimindo, substituindo e garantindo a todos o direito a tão falada Propriedade.
Daniel da Costa Gaspar;
1°C – Direito, Diurno;
Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Desabafo do Amanhecer...
Vá embora madrugada de meus sonhos e minhas tristezas...
Traga de volta o Dia de ilusões se não podes trazer a minha verdadeira amada...
porque fazes isso? porque me trazes em teus braços aquela q não posso tocar e a tira de mim, antes q eu possa dizer q a amo?
Então... deixe o dia vir... o dia de alegres mentiras... o dia que eu tanto espero passar para estar novamente junto com ela...
A esse coração Bandido... coração sincero e cruel comigo mesmo... infeliz amante dos verdadeiros amores... que tanto pede por um amor tranquilo, mas tanto luta pelo impossível... que sofre com a distância, mas não quer nada além do sorriso da mulher amada...
Sorriso... ponte do infinito, porta do desejo, aquilo que vejo para além do que quero...
Sorriso... que me embebeda pela simplicidade e me transforma em mais um dependente de tua felicidade...
Porque guardas, sozinha, tão belas formas? Porque teus olhos sinceros parecem me domar como o canto das Ninfas que não deixam qualquer homem escapar?...
Olhos de mistério... Olhos de alegria... Olhos de menina.... Olhos de mulher...Sempre tão distraídos, mas tão atentos... tão simples e tão desafiadores...
Vai noite... deixa-me sozinho com meus desejos... Me abandona como o prazer do último gole da minha bebida favorita... Vá... e não precisa olhar para trás... na verdade... esqueça q eu existo, pois o que quero, já não precisa mais de você...precisa apenas dela... Você, Noite, Amada amante, é apenas um passado... um pano de fundo para tudo o que sinto quando cada palavra dela alcança meus ouvidos após fugir do dançar de seus lábios... Agora, noite, você que antes era soberana, apenas é um passa-tempo para o verdadeiro sentimento que vem e vai com o respirar desta menina.... desta flor... de toque tão macio... de beleza tão singela... de força tão suave e abrangente....
Não sei mais quantas noites perderei... não sei mais quantos dias vou ignorar ... tão pouco sei quantas músicas irei decorar para te dizer o que duas proibidas palavras poderiam...
Chegaste assim... não disseste nem como, nem pra que...apenas chegaste... com um sorriso bobo e um espírito forte... agora...com a o sol batendo em minha janela espero que tenhas vindo para nunca mais ir... Pela certeza de um carinho que, sinto, jamais acabará...
Daniel Gaspar
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Rumo a Gibraltar. - A Terceira Gota da Rosa.
Aqui estou eu novamente... com meu qrido 38 em punho, o coração batendo forte e a parede nas minhas costas, gelada como nunca... minha respiração ofegante pode pode me denunciar, tanto pelo barulho, quanto pela fumaça que sai de minha boca...Tiro... ele errou... novamente ao lado de meu ombro.... corro semi agachado com a arma pronta pra atirar, a aba de meu chapéu balança com a velocidade... onde estará esse filho da puta? este jogo está errado, eu que caço! Eu sou o caçador! quem esse maldito pensa q é? ....
Já se vai meia hora e ainda sigo no jardim me esgueirando entre moitas e bancos de tiros que não entendo muito bem de onde vem... Confesso que a neblina não me deixa ver muito além de cinco metros... mas também ajuda a me proteger.. ajuda? Talvez ter saído com a capa vermelha hoje não tenha sido uma boa ideia, mas agora tenho q arcar com as consequências....o que está acontecendo ?
Não.....isso não pode e não vai acabar aqui...sou o caçador! sempre fui! desde minha infância nas planícies até cada respirada minha.... eu sou o caçador...não a presa... preciso virar esse jogo....
Esperei o tiro seguinte... como um bom morcego puxei de onde vinha o tiro... nada muito longe... a oeste... talvez de uma casa... ou uma igreja.......
Outro tiro.... sim! Igreja! o tilintar ao fundo não me deixa dúvidas... Igreja! Curioso, atirarem em mim de dentro de meu local favorito...casa de meu pai...
Sigo cegamente para o local q sinto vir os tiros.... A frequência cardíaca aumenta a medida que o som dos disparos ficam mais frequentes... mas por algum motivo, sei me movimentar pelas sombras e vejo.... a pouco mais de 30 metros uma casa e atrás dela o que me parece ser um campanário....
Não falta muito... me encosto na casa..puxo o segundo 38... ouço passos.. sinto o medo no ar... não sou eu... minha preza se aproxima....Meu Ritual infelizmente será quebrado... mas é preciso...
Fechos meus olhos.... espero os passos a minha esquerda se estabilizarem...
Respiro e em um jogo de corpo combinado com o levantar de meus olhos alcanço meu alvo....... Homem, por volta de 30 anos, baixo, carregando um fuzil, não muito comum por esses lados da Andaluzia... Possivelmente de fabricação alemã... ele usava barba e agora duas balas prateadas decoravam seu mórbido semblante... Uma cravejada como um terceiro olho, uma verdadeira obra prima... a segunda como um pingente perfurava seu pescoço... o seu fuzil calou...!
Abaixei minha cabeça... e quando fui começar minha oração pela alma maldita... Vieram mais três tiros...
Grande Filho da Puta! Acertará meu ombro esquerdo... Havia esquecido do Campanário... triste erro... pulei para dentro da casa...estancando o sangramento...
Não poderia fugir...mas se eu não chegasse logo até ele não iria conseguir resistir por muito tempo...
arranjei uma distração para meu pretensor a algoz... atirei por uma janela repetidas vezes... o convencendo q eu o via e q o acertaria em breve por ali... Quando ele mordeu a isca, eu corri pela cozinha daquela minúscula casa e saí pela porta dos fundos... diretamente no portão da sacristia, aberto....
Me cobri com o silêncio da noite... e fui seguindo... em silêncio e com paços firmes.... uma escada me separava do alvo... subi calmamente.... e o encontrei... lá..de joelhos... com sua sniper...percebera q fora enganado... sua cabeça raspada me denunciava q ele não me conhecia...apenas estava tentando me matar...
Respirei e gritei... "88!" Ele se virou em continência... e sua garganta sangrou.... Só teve tempo de sentir a fria lâmina da faca q peguei na cozinha daquela casa...
Ele vestia trajes semi-militares... e em seu peito havia um simbolo com uma grande árvore ao centro e uma combinação de elementos que não soube identificar....
Quando o vi dar o último suspiro percebi que enfim poderia relaxar... e seguir para Gibraltar.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Ela, Paragrafado.

Na noite, quando o frio beija minha solidão sinto o tocar de teus dedos no meu rosto gelado, como os acordes de uma nova bela harmonia que irrompe o silêncio de minha pele. Despertando a curiosidade de um lado meu que a muito eu desconhecia... o lado escurecido pela falta do teu olhar... curiosamente o lado que me faz amar. Assim os dias passam, as noites correm e eu sigo, sem saber por onde, mas a tua espera.
Daniel Gaspar
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